sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Há instantes na vida que fazem o espírito despertar.


Há instantes na vida que fazem o espírito despertar. Que se entranham nas conexões nervosas, que aguçam os sentidos. Há instantes na vida que fazem o espírito despertar. Que eriçam a espinha, que descontrolam o recato. Há instantes na vida que te mudam. Oh, e bastam apenas uns segundos para a alma desabrochar.
Há tantos instantes na vida que perdemos, por acharmos que nos devemos conter, por acharmos que não vamos sobreviver, por acharmos que é difícil, por acharmos que nos vamos perder. E assim desperdiçamos oportunidades únicas de dar luz à nossa essência, de nos permitirmos ser, sem intransigências, sem contenções. 
Os botões de rosas não nasceram para estar fechados e tu não nasceste para ser inerte. A natureza segue um sentido estrito e todos nós devíamos florescer, buscar o sol, buscar a vida.
Ah, e se te faz despertar o espírito vai, se te aguça os sentidos agarra, se te eriça a espinha persegue, se te descontrola o recato concede, se te desabrocha a alma desfruta.



quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

O que nos faz fervilhar mantém-nos vivos.



Quero pairar pela vida, tocar nas estrelas, ser uma partícula a explorar os recantos do universo.
Quero pairar pela vida, viver no piso acidentado, romper a sola dos sapatos.
Quero ir, procurar a minha essência, conhecer-me e mudar-me, porque ninguém é constante. 
Quero ir, viver na inconstância do ser. 
Não quero viver sempre no morno, porque o morno acomoda, conforma a alma e a alma é para se agitar de quando em vez. Quero também o que gela, o que queima, o que me consome até aos ossos.
Não quero ser invencível. Quero perder para saber saborear as vitórias. 
Não quero ser ponderada. Quero ser indomável, porque regras já são elas muitas. 
Quero arriscar. Quero escabulhar, quero aprender, quero desalinhar. Quero alinhar-me.
Ah, mas o que eu quero mesmo é viver com o pé na corda bamba, porque o que abana faz-nos fervilhar e o que nos faz fervilhar mantém-nos vivos.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

I like people who speaks with emotion from a twisted mind


I hate small talk. I want to talk about atoms, death, aliens, sex, magic, intellect, the meaning of life, farway galaxies, music that makes you feel different, memories, the lies you've told, your flaws, your favorite scents, your childhood, what keeps you up at night, your insecurities and fears. I like people with depth, who speaks with emotion from a twisted mind.
__ Breagha Young